Archive for abril, 2007

Você é ouro…e prata!

Hahahahahahaha! O que é o Youtube, não é, minha gente?

Nesse vídeo, Hugh Grant é tecladista e líder de uma banda pop dos anos 80. A música é boba, deliciosa, com tecladinhos sintetizados e tudo, e o clipe é cheio de EFEITOS ÓTICOS EM PRETO E BRANCO, aquela coisa super artística moderna gráfica, em que o anos 80 foram pródigos.

A música é GRUDENTA. Até agora estou fazendo: “And then POP! [bracinho] goes my heart…Pop! Goes my heart…

Reparem na echarpe do Hugh Grant.

Letra:

I never thought that I could be so satisfied,
Everytime that I look in your angel eyes.
A shock inside me that words just can’t describe,
And there’s no explaining.
There’s something in the way you move, I can’t deny,
Every word from your lips is a lullaby.
A twist of fate makes life worth while,
You are gold…

….and silver! [ALGUÉM EXPLICA ESSA FRASE?]

I said I wasn’t gonna lose my head, but then
POP![bracinho] Goes my heart.
(Pop! Goes my heart…)
I wasn’t gonna fall in love again, but then
POP![bracinho] Goes my heart.
(Pop! Goes my heart…)
And I just can’t let you go,
I can’t lose this feeling.

These precious moments, we have so few,
Let us go far away, where there’s nothing to do but play.
You show to me that my destiny’s with you,
And there’s no explaining.
Lets fly so high, will you come with me tonight?
In your dress, I confess, you’re the source of light. [Repare na rima de dress com confess]
The way you shine in the starry skies,
You are gold… and silver! [HAHAHAHAHAHA!]
I said I wasn’t gonna lose my head, but then
POP![bracinho] Goes my heart.
(Pop! Goes my heart…)
I wasn’t gonna fall in love again, but then
POP![bracinho] Goes my heart.
(Pop! Goes my heart…)
And I just can’t let you go,
I can’t lose this feeling.

A twist of fate makes life worth while,
You are gold…and silver! [O elogio mais estranho  que eu já ouvi!]

segunda-feira, 30 / abril / 2007 at 12:59 pm 13 comentários

Na ponta dos dedos

Uma pequena história sobre provocação.

No Morango com Gengibre.

sexta-feira, 27 / abril / 2007 at 5:19 pm 2 comentários

Leituras que fiz durante as férias – O Fantasma da Ópera

E estava lá, vendido a um real. O Fantasma da Ópera. O filme que eu adorei, o musical que eu sonho ver no teatro um dia. O Fantasma da Ópera.

Comprei, LÓGICO. Empolgadíssima.

Bem, li o livro todo em três dias. Três cansativos dias. Três longos dias. O livro me deu dor de cabeça, e eu já disse aqui que livros que dão dor de cabeça não merecem perdão.

Tá. O livro não é ruim. Antes de mais nada, a edição que comprei é mal-cuidada. Durante a leitura, aparecem repetições de frases ou parágrafos inteiros. Sabe aquele tipo de coisa que irrita a ponto de aquele tipo de coisa que irrita a ponto de causar ranger de dentes? Pois é. Exatamente assim. Erros de grafia. Tradução péssima. Em doses generosas.Uma vergonha. Até aí, a culpa não é do Gaston Leroux.

O livro me pareceu bastante familiar às leituras que fiz de “A Moreninha” , “A Viuvinha”, “O Guarani”. Tem toda uma carinha de folhetim. A primeira cena, que descreve uma bailarina ouvindo os relatos amedrontados de um monte de menininhas do corpo de baile: “As meninas corriam como ratinhos, os pezinhos batendo no chão. Ratinhos calçados de cor-de-rosa.” Ou algo assim. Um excesso de descrições que, arre, só tendo muita paciência. “A cortina era de veludo vermelho matizado com brocados rebordados e ia de cima a baixo e…”

Primeiro caso que vejo em que o FILME é melhor que o livro. Se bem que eu não assisti ao filme que FOI baseado no livro, assisti ao filme mais moderno.

No livro, o Fantasma é muito mais louco, muito mais perigoso, muito mais inteligente e MUITO mais feio. Mas o plot é o mesmo. Cantora lírica ingênua acredita que escuta o Anjo da Música, mas na verdade esse anjo é um homem muito feio e traumatizado, que mora nos subterrâneos de um teatro e de vez em quando é visto por alguém. Esse homem fica obcecado e ameaça matar qualquer um que se meta no caminho. E um dos que se metem é o Visconde Raoul de Chagny, que era amiguinho de infância da cantora e se descobriu apaixonado. Idiotamente apaixonado, no caso do livro. O Raoul é um mauricinho babaca mimado e romântico. Ai, quando eu penso que no filme ele é todo-príncipe, com cavalo branco, capa e espada. Que decepção.

Tem muitas outras coisas que no livro são diferentes. No livro, a Christine é sueca, loira [LOIRA! LOIRA! Pra mim foi um choque!] e a relação dela com o pai fica bem mais explicada. Eles eram pobres e ele tocava violino nas aldeias da Europa e ela cantava.Aliás, a Christine é solitária, isolada e não mora no teatro coisa nenhuma.  A Pequena Meg era uma criancinha, MORENA [MORENA!], e não era nem um pouco amiga da Christine. A Madame Giry era uma ANTA, burra, proletária, mal-vestida e crédula. No filme ela é tão chique… *suspiro* No livro, o Fantasma também foi atração de circo e escravo dos ciganos; mas depois morou na Pérsia e foi contratado por um sultão, como músico, ventríloquo, engenheiro, arquiteto, torturador [sim!], cantor e gênio de modo geral. Mas sempre saía escorraçado, por ser uma criatura intragável – pedante, mandão, manipulador e doido.

No livro fica bem clara a ciumeira que Carlota tinha de Christine, a ponto de convocar uma massa de fãs para aplaudi-la ruidosamente. E todos os truques do fantasma são explicados com minúcia de detalhes. Minúcias EXAUSTIVAS. “Do outro lado do espelho há um conjunto em aço e ferro, de uma mola, ajustado de tal maneira que, puxando-se a mola e o contrapeso pela parte de dentro, o espelho gira 360 graus e volta à sua posição original.” Arreeeeee! Pior do que isso, só “O cortiço”.

Detestei o livro, mas acho que esse meu detestar pode  ter sido causado pela extrema beleza do filme e do musical. Afinal, o livro é só um folhetim bobo, com momentos de comédia tola e pastelão.  Mas o plot é infalível. Ciúme, loucura, amor, mentiras. Universal, universal.

Fiquei com curiosidade de ler outra edição do livro, mais bem-cuidada, uma tradução mais bem-feita, e ver se eu teria outra opinião.

segunda-feira, 23 / abril / 2007 at 5:23 pm 24 comentários

Leituras que fiz durante as férias – Em busca do novo rei

Em seguida, li “Em busca do novo Rei“, TAMBÉM do Lino de Albergaria. Esse eu conheci na biblioteca da escola. Idade Média, reis, bruxas, cavaleiros. Ai, ai. Adoro esse livro.
O livro se apresenta como um jogo literário. Começando pelo índice: há cinco índices diferentes. Você pode optar pelo caminho mais curto – dois capítulos – ou pelas histórias de um rapaz chamado Marlos, uma moça chamada Simara ou um papagaio inteligente chamado Tambo. Ou pode escolher ler o livro todo na sequência normal. [Adoro livros que vêm com indicações do tipo: “se você quer pegar a porta da direita, vá até a página 42; se prefere sentar e esperar, vá até a página 25.”]
O livro é gostoso demais. Começa contando a história do Rei Égon, rei do país de Esteranoases. O país está em franca decadência pois o Rei está velho, viúvo, triste e não tem um herdeiro. A esterilidade do rei se espalhou pela terra e pela água do país, e as pessoas estão ficando doentes. Passeando pelo jardim do Palácio, ele machuca o dedo no espinho de uma planta. Do dedo saem três gotas de sangue e elas…bem…saem voando com destino ignorado. [Rá, neste livro voa sangue!] Um dos servos do castelo, Pirreno, lembra-se que ouvia uma canção que contava sobre um rei que perdia três gotas de sangue. Mas não lembra o resto da música, e o Rei, pra tentar salvar o reino de Esteranoases [adoro esse nome], convoca um concurso nacional de trovadores e jograis.

Marlos, Simara, e Tambo vão até Téfer, a capital do reino de Esteranoases. Marlos é um pastor de um povoado distante que recebe a incumbência de levar umas ervas medicinais para um boticário da capital. Conta com sua própria inteligência e vai ganhando vivência e maturidade ao longo do caminho [Pastor que percorre um caminho? “O Alquimista”? Adoro pastores!] .

Simara é uma moça de cabelos brancos que, sob a luz do sol, mostram reflexos rosados [como alguns gerânios]. É entendida em ervas, poções curativas; conhece botânica e perfumes. Sim, ela é minha personagem queridinha; eu adoro paganismos! O pai ia até a capital a negócios, mas os venenos sutis [adoro essa expressão, venenos sutis] existentes no ar de Téfer fazem a mãe de Simara morrer durante a noite.

Tambo é um papagaio que conta histórias. Por ser um papagaio muito inteligente, já sofreu nas mãos dos humanos; foi roubado, maltratado, vendido… E por fim, resolveu ter um humano de estimação – um mendigo que apenas anunciava “e com vocês Tambo, o papagaio!”[Adoro histórias de bichos que falam!] Lógico que ele vai a Téfer para participar do tal concurso de trovadores.

Um dos três vai ser o novo rei e resolver os problemas de Esteranoases.
Bem, e aí tem o livro todo. É muito bom, principalmente pra quem decide ler o livro todo na sequência. Tem uma surpresa gostosa no final.

E eu ADORO fantasia medieval!

segunda-feira, 23 / abril / 2007 at 11:46 am 2 comentários

Leituras que fiz durante as férias – De Paris, com amor

No dia seguinte, devorei em trinta minutos o livro “De Paris, com amor“, do Lino de Albergaria. Minhas professoras nunca recomendaram esse livro. COMO?! Eu o li uma vez na prateleira de uma livraria. Entrei naquela mesma livraria cinco ou seis dias seguidos para poder reler o livro. Dei o livro de presente pra pessoas queridas minhas. Ele é LINDO.

É um livro de correspondência. Eu AMO livros de correspondência. Amo cartas. Amo amo amo. Paulo Sérgio [um adolescente, claro, os livros são paradidáticos, lembram?] começa a receber bilhetinhos escritos em papel lilás de uma menina da sala de aula dele, que assina como A Ignorada, e gosta de violetas. Ela gosta das covinhas que aparecem no rosto dele quanto sorri, e gosta também da voz cheia que ele tem. Ele vai respondendo aos bilhetes com outros bilhetes [Paulo Sérgio gosta muito de ler e escrever, e A Ignorada também]. Uma das respostas é escrita em um cartão postal de Paris, e aí A Ignorada [que também assina com a letra M.] faz a pergunta mais linda que eu já li escrita em um livro:

“O que nós dois poderíamos estar fazendo nessa ponte, em Paris? Será que você é capaz de sonhar como eu?

ÓÓÓÓÓUUUUUUNNNNNNNNN!

Bem, depois disso, ele começam uma viagem por Paris através de cartas: Ele tem um mapa turístico, ela tem um mapa do metrô. E eu realmente não preciso dizer mais nada, pois amores que nascem em Paris são eternos.

segunda-feira, 23 / abril / 2007 at 11:42 am 14 comentários

Leituras que fiz durante as férias – O Abraço

Ainda com o coração leve por causa desse livro, fui jantar, tomar banho, e ler o segundo livrinho de um real: “O abraço”, da maravilhósima Lygia Bojunga.O livro é incrível. Só não é perfeito porque é CURTO DEMAIS. Tem menos de 70 páginas. E eu não sei como falar sobre o livro sem estragá-lo por completo.

Bem. Tem a narradora. Que está contando uma história louca pra um amigo. Ela tinha uma coleguinha de infância chamada Clarice, que desapareceu aos oito anos. E depois disso, passou a sonhar com a Clarice. Aos onze anos, ela foi passar uma temporada num sítio do interior. E um homem a levou pra uma cabana no meio do mato, e a chamava de Clarice. “Ah, Clarice, você devia gostar do meu abraço…” Brrrrrrrrr. A narradora fica adulta e vai a uma festa. E lá aparece uma mulher mascarada que parece saber muito sobre a sua vida. E, bem, a mulher mascarada diz se chamar Clarice. A dúvida da narradora é: “Será que a mascarada era a minha Clarice ou a outra Clarice?” E com essa dúvida na cabeça, vai a um circo. E no circo tem palhaço, tem, tem todo dia. Um brigadeiro pra quem adivinhar quem é o palhaço. E a história fica bem melhor DEPOIS disso tudo. Mas aí, faltam dez páginas pro livro acabar. Brrrrrrrr.

segunda-feira, 23 / abril / 2007 at 11:37 am Deixe um comentário

Leituras que fiz durante as férias – Da matéria dos sonhos

O primeiro que li foi “Da Matéria dos sonhos”. Curiosamente, esse NÃO FOI releitura. Mas é que no meu livro da Português da Oitava série, o “texto base” da Lição 5 era um capítulo deste livro – contava a história de doze alunos problemáticos que começavam a fazer parte de um grupo de teatro e montavam um texto de shakeapeare. E eu fiquei eternamente com gostinho de quero mais. Um livro que fala sobre teatro, e eu NUNCA consegui encontrá-lo. E por causa desse livro, eu decorei a tal citação do Shakespeare – “somos feitos da mesma matéria da qual os sonhos são feitos” – e o meu coração sacode quando escrevo essa frase, forte pra c*ralho.

Mas sim, eu vi o livrinho e o comprei por um real. Deitei no sofá da minha casa pra ler. E só larguei quando terminei, duas horas e meia depois, chorando e rindo. O livro é lindo, é doce, é pessoal. A história é contada ao redor da Lila; o irmão dela acabou de sair da cidade pra morar no interior com a namorada e fazer faculdade de Arte, o pai é centralizador e ela é repetente. No meio desse furacão, a diretora da escola a “convida” para participar de uma oficina de teatro. Na mesma oficina, estão matriculados outros onze alunos – três repetentes, uma tímidíssima, um palhação, dois convencidíssimos, dois punks, um rebeldezinho e uma aluna brilhante, CDF e presidente do Grêmio, filha de um ex-diretor.

E aí, começam as aulas de Teatro. Puxa vida. A Rosana Rios conseguiu fazer um lindo resumo. O livro vai andando, e a gente vai conhecendo a história do Teatro, vendo os alunos se desenvolvendo artisticamente, vai se interessando pelos desafios do irmão da Lila, e, LÓGICO, vai torcendo pelos casaizinhos que se formam e se desfazem ao longo do livro. No meiodisso tudo, o grupo anda às voltas com uma montagem de Shakespeare – A Tempestade.

O livro é de doer de tanta simplicidade. Dá pra perceber que foi feito com muito carinho, por alguém que ama o jovem, a literatura, a leitura, a arte, o pensamento livre. É um livro que você pega pelo braço, sai pra passear com ele por aí, almoça com uma fala na cabeça, dorme pensando em outra. Particularmente, eu achei que ele daria um ótimo curta-metragem. Quem sabe eu não faça e coloque no You Tube? [Ah, sonhos, sonhos. Todos os meus amigos já foram escalados na minha cabeça pra fazer esses personagens. Vocês são meu elenco fixo, queridos.]

segunda-feira, 23 / abril / 2007 at 11:32 am 6 comentários

Leituras que fiz durante as férias

No dia 19 de março, eu andei o dia inteiro pelo Centro, e acabei entrando em um sebo. Tinha uma promoção irresistível. Uma pilha IMENSA daqueles livrinhos. Sabe, aqueles paradidáticos que pediam pra gente ler na escola? Coleção vaga-lume e adjacências?Pois é. Tinha CENTENAS deles, a um real. Um real.

Vocês não fazem idéia do quanto eu gosto desses livrinhos paradidáticos. Eles me lembram dezembros em casa. Minha mãe sempre foi muito organizada, e comprava minha lista de material escolar no início de dezembro, quando as livrarias estavam vazias e o 13º, intacto. Mulher esperta.

E eu me pegava em casa, sozinha com os paradidáticos. Um pra cada bimestre. Quatro livrinhos. Não duravam nem uma semana. Aí eu relia. E a segunda semana de dezembro ainda pela metade. O Natal distaaaaaaaaante. E eu começava a ler os livros de Português. Depois, o “Manual de Redação”. Depois, o livro de História. Quando o desespero apertava, o de Geografia. Quando todos acabavam, toca reler os Jorges Amados e os Monteiros Lobatos.

E, no meio disso tudo, o meu pai resolvendo as contas dos MEUS livros de Matemática. 😀 Ele achava divertidíssimo.

Mas eu falava do meu amor pelos livrinhos paradidáticos. Gente, eles são demais. São leves. São poéticos. Estão nas prateleiras das livrarias. Muitos deles, eu li durante uma visita à livraria, escondida, escorada na prateleira, em pé, pecado, medo do flagrante, medo da balconista vir dizer “maninha, isso aqui é livraria e não biblioteca.” Nunca aconteceu.

E eu já li uma enormidade deles. Eu lia nas contra-capas quais eram os outros títulos da mesma série, e saía procurando nas estantes, na biblioteca da escola, nas estantes dos meus amigos. Não esqueço a “Coleção barra-manteiga”. Eu li quase todos. “As inventações da Bruxinha Tatá.” “O reino perdido do Beleléu.” “Se… Será, Serafina?” “O diário de Serafina” e “O dicionário de Serafina” – e eu me apaixonei perdidamente pela Serafina, inclusive me tornei um pouco como ela.

No sebo que visitei, vi todos esses livros de novo. Tonico e Carniça. Um cadáver ouve rádio. A árvore que dava dinheiro. Meus livrinhos queridos, não via vocês desde a hora do recreio! Difícil foi escolher apenas cinco livros. Pois eu só podia gastar cinco reais. Buá.

[Continua…]

segunda-feira, 23 / abril / 2007 at 11:28 am 1 comentário

Prevejo chateações…

Você já viram que a próxima novela das seis tem “assessoria” do Paulo Coelho?

E que tem a Malu Mader fazendo uma pseudo-bruxa [tenho uma raiva dessa representação da  “bruxaria-levantando-as-mãos-para-a-lua”], que se chama, que se chama…Eva. Tô lascada. Vou ter que ouvir trocadilho durante meses.  E ver o Thiago Lacerda despenteado.

Ainda bem que eu não assito novela das seis.

segunda-feira, 23 / abril / 2007 at 11:24 am 1 comentário

Contrariando as leis da Física

Em virtude de uma brincadeira que está rolando no grupo de e-mail dos Falmigos,vou descrever para vocês o conteúdo da minha bolsa.

Ela é média, de verniz preto [eu dizendo verniz preto, parece que a bolsa é brega, mas eu juro pra você que não é brega, é quase casual. Brega é : eu tenho preguiça de mudar de bolsa, e descombino da roupa, do sapato, da vida, do ambiente. Já fui pro inglês, sábado de manhã, jeans, hering de Feira de Ciências, havaiana no pé por conta de uma unha encravada, com a mesma bolsa de verniz preto. Minha mãe, uma mulé muito fina e elegante, quer morrer nessas horas. ] A bolsa tem duas divisões internas, um bolsinho interno com zíper, dois bolsos externos. É pra andar no ombro.

– Carteira de couro marrom, que está toda rasgada e remendada com esparadrapo – urgh – porque todas as carteiras que eu vejo custam mais de cinquenta reais e cinquenta reais eu não tenho.
Dentro da carteira:

Dinheiro organizado: dez, dez, cada nota escondida num compartimento secreto; cinco na dobra esquerda e dois, dois, dois e um na dobra direita;

cartões: de débito, telefônico, do plano de saúde, do professor orientador, do rádio-táxi, da farmácia [cujo suspeito nome é DrogaFone];

Foto 3×4 minha, da minha mãe e do ex-namorado, que eu ainda não consigo tirar da carteira; crachá do evento em Cuiabá onde eu conheci o ex-namorado; xerox da identidade, cpf, título [não ando com os originais por medo de perder]; carteirinhas estudantis vencidas de quando eu era do ensino médio; carteira da Federação de Teatro, carteira da Universidade. Uma camisinha que eu ganhei quando fui doar sangue [que eu TAMBÉM não tenho coragem de tirar da bolsa, eu sou um poço de contradições].

Na bolsa em si :

– um caderno de papel reciclado com fotos lindas, que serve como caderno da universidade e do estudo do grupo de teatro.
– Um bloquinho de anotações, que foi meu caderno da universidade no período passado, além de servir como bilhete-express. O bloquinho é podreira. São restos de papel A4, cortados em oito partes e encadernados com espiral e tudo.
– uma agenda 2007, de capa verde [amo verde]. A agenda serve como agenda de compromissos e também como diário. E eu taco as coisas legais dentro dela. Là tem:

o meu comprovante da ultrassonografia,

ingresso de cinema e teatro,

comprovante de devolução dos livros na biblioteca,

o guardanapo da sorveteria em que fui com o ex-namorado em Belém [e mais uma foto minha com ele em frente ao teatro Amazonas que eu imprimi. É só uma fotografia na agenda, mas como dói!],

os bilhetes da passagem,

o requerimento que coloquei no meu Departamento na Universidade dia nove,

os comprovantes dos gastos que faço no cartão de débito.

Tudo organizadinho e preso com mini-clipes douradinhos, na data certa.
– um frasco de remédio velho, que eu uso pra guardar os mini-clipes douradinhos.
– A caixa dos meus óculos de grau. [Não tenho óculos escuros. O meu era de camelô e se murió.]
– Um leque azul pintado à mão que eu usei no ensaio do grupo de teatro domingo e esqueci de tirar da bolsa! O que ele tá fazendo aqui?
– Uma moedeira pequenina( que a minha carteira está remendada, lembram? As moedas ficavam caindo). Cheia de moedinhas.
– Uns panfletos que recebi na rua e tenho pena de recusar.
– Meu celular, um basiquinho preto.
– Dentro do bolsinho com zíper, chave de casa, chave da sala no trabalho, chave da outra sala no trabalho, papel de bombom [bombom em manaus = freegells ou halls]. Às vezes eu jogo alguma coisa lá pra guardar no lugar certo depois.
– no primeiro dos bolsos externos – batom marrom, que combina com qualquer roupa, horário, ocasião e humor. Fone de ouvido pra ouvir rádio pelo celular.  Tem também um elástico preto – pensei que tinha perdido! 😀 [elástico em Manaus é prendedor de cabelo. Os elásticos amarelos de escritório, se chamam liga.]
– No outro bolso externo, a minha carteirinha de estudante pro ônibus [smart card], caneta e um mini kit de costura, com minha-linhas, mini-agulha, mini-alfinetes, tudo dentro de um mini-estojo. Lindinho.

Agora, ALÉÉÉÉM dessa bolsa, eu ando com uma sacola de plástico, bonitona, DE LOJA, que eu sou pobre de nascença. Dentro dela tem:
– Guarda-chuva – muito bom, grandão, que não cabe na bolsa
– Um saco plástico – nunca se sabe quando você vai precisar de um.
– Necessárie que eu ganhei de brinde por ter vendido cinquenta batons da Avon [sim, sou revendedora, e adoro quando vocês falam da avon :D], bege e branca. Dentro dela: escova [verde com capinha verde] e pasta de dentes, toalhinha de rosto, fio dental[de menta], mini-spray com colônia, um sabonetinho dentro de uma MALA DE BONECA – sim, mala de brinquedo, que abre de verdade e tudo – e o que talvez seja o mais surpreendente: um conjunto de garfo e faca, da Caixa Econômica, que a faca encaixa no garfo e vice-versa.

Ufa, que canseira. Agora, nem queiram imaginar o que eu tenho que carregar em dia de apresentação de peça! Entre maquiagem, figurino, sapato reserva, eu tenho que andar com sacola de viagem por aí…

sexta-feira, 20 / abril / 2007 at 4:06 pm 8 comentários

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Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir. Gibran Khalil Gibran