Archive for janeiro, 2007

Revelação surpreendente

Lembram do Mr. Manson? Do Cocadaboa? Sobre o qual eu falei aqui?

Pois é. Além de inteligente e ácido, ele é gato. Gato no sentido homem bonito. Olha só a foto dele com a Bruna Surfistinha.

Mr Manson e Bruna surfistinha

Vocês eu não sei, mas eu só gosto de homem diferente. Bem magro, ou bem alto, ou bem cabeludo[como meu namorado FOI UM DIA *suspiro saudoso pensando no rabo de cavalo desaparecido*], ou possuidor de bom gosto musical [como meu namorado sempre vai ser], ou… com barba. Como o Mr Manson…

Taí, 2007 tá bombando. Descobri que Mr Manson é gato.

quarta-feira, 31 / janeiro / 2007 at 5:01 pm 13 comentários

Delícia de Notícia: blogueira ganha prêmio literário

Primeiro, você fica sabendo aqui, com o marido da escritora, que a Ana Maria Gonçalves ganhou o prêmio Casa de Las Américas, na categoria Literatura Brasileira, pelo livro “Um defeito de Cor”.

Depois, você fica morrendo de vontade de ler o livro, com a crítica do Alex Castro.

Depois, você vai no blog da Ana e dá os parabéns.

Depois, você me dá o livro de presente. Contatos via caixa de comentários, ou pelo e-mail blog[ponto]menin[arroba]yahoo[ponto]com[ponto]br. Aniversário dia 06 de agosto. 😀

quarta-feira, 31 / janeiro / 2007 at 3:28 pm 5 comentários

Meg

Para compreender em parte o que aconteceu com a Meg, que alegou estar morta, foi pranteada e depois descobriu-se não estar morta, é necessário ler este post do Milton, que foi o primeiro a noticiar a morte da Meg; depois, ler este post do Inagaki, explicando quem ela foi; depois, ler este post do Milton, desabafando; por último, o post definitivo do Inagaki, e neste aqui é necessário ir lendo todos os comentários e visitando TODOS os links.

Para entender porque isso me abalou, ler o big comentário que deixei neste post da Cláudia. E saber que meu namorado é paraense de Belém – cidade da Meg. E saber também que eu já vivi mentiras virtuais. E que me despedacei por causa de brigas virtuais. E que já rompi amizade por causa de comentários feitos por mim em blogs.
Mas é como a Fal disse pra mim, depois que eu citei a frase do Jesus, quando ele afirmou que “todos os pecados serão perdoados porque muito amou”:

E é isso aí, será perdoado quem amou. Quem perdeu o amor. Quem temeu, quem errou, quem falhou, quem perdoou, quem falou mais alto, quem soube ficar em silêncio qd era necessário e quem cria gatos fofos e catolos bem feitins de corpo, amém.

Sempre sábia Fal.

quarta-feira, 31 / janeiro / 2007 at 12:51 pm 4 comentários

Leituras novas

Li em um dia “A Bruxa de Portobello”, do Paulo Coelho.

Já falei aqui em algum lugar que gosto do jeito de contar histórias do Paulo Coelho. Esse livro, o mais recente dele, teve uma inovação: ele publicou um terço do livro no blog dele.

Pois bem, quem se interessar, leia esse terço. É a melhor parte do livro. Depois desse ponto, a leitura fica latejante, cansativa. A história termina com uma PUTA forçada de barra.

Resumindo: “Veronika decide morrer” continua sendo meu favorito dele.

*****

Terminei hoje o Caçador de Pipas.

Bem. O caçador de pipas deveria ser vendido num kit, “compre o livro e ganhe uma caixa de lenços”. Porque vai emocionar alguém assim lá em Cabul.

O livro é uma linda e triste história sobre um homem cheio de defeitos. Cheio de defeitos mesmo. Mentiroso, fraco, pulha, traidor. Mas você vai mais e mais adorando esse homem. Porque ele não é um homem: ele começa o livro como um menino. Um menino fraco, ciumento, enganador. E cativante.

Amir é o nome dele. E eu me apaixonei por esse pulha covarde, mentiroso, ciumento e enganador. Porque uma coisa que a vida me ensinou [com o método algo violento dela] é que as pessoas não se dividem em boazinhas e péssimas. Elas são tudo de bom e de feio. E um pulha mentiroso pode ser gentil, sensível, sonhador. Eu sou.

Achei aqui um resumo ótimo do livro. [O link original não abre, por isso coloquei o cache do Google.]

O livro é bonito. Triste. Triste. Triste pra caramba. Se você for suscetível a fortes abalos emocionais, como eu, prepare os lenços. E o coração.

Além de ser uma história de amizade e culpa, é uma história afegã. O Afeganistão da década de 70, com o desprezo por minorias étnicas retratado no livro, é incomodamente parecido com qualquer cidade de qualquer país.

E as crianças são incomodamente parecidas conosco.

“— Você tem saudade dos seus? — perguntou ele, encostando o peito nos
joelhos e erguendo os olhos para mim.
— Se tenho saudade dos meus pais? Bom, não conheci a minha mãe. Já o meu pai morreu há alguns anos, e sinto saudade dele sim. Às vezes muita saudade.
— Lembra como ele era?
Pensei no pescoço grosso de baba[papai], nos seus olhos negros, no cabelo castanho e rebelde. Sentar no colo dele era como sentar em um par de troncos de árvore.
— Lembro sim — respondi. — E do cheiro dele também.
— Estou começando a esquecer o rosto dos meus pais — disse Sohrab. — Isso é ruim?”

Eu me pego pensando na mesma coisa. Que esqueci o rosto do meu pai.

O caçador de Pipas: recomendado. Estejam preparados para estupros, assassinatos e dentes sendo engolidos. Mas também pra chá com mel, histórias épicas, filmes dublados no cinema e uma amizade inexplicável entre dois meninos que crescem juntos.

sexta-feira, 26 / janeiro / 2007 at 4:17 pm 19 comentários

Meme – Cinco coisas que me deixam feliz

Céus. Quando a Cily me intimou a fazer esse meme, eu pensei: que fria! Escolher só cinco coisas que me fazem feliz é uma luta, pois eu tenho a estranha mania de ter fé na vida. Hare, hare-a, hare.

Mas, eu simpatizo com memes [que, conforme o MarioAV explicou, não são correntes]. Vamos lá.

1. Céu – Poucas coisas me deixam tão feliz quando dias bonitos. Isso me remete ao dia em que eu aprendi a voar, deitando no chão e olhando pro céu azul com nuvens brancas. O céu redondo, profundo, tão próximo que dá a impressão que é possível pegar uma escada e tocá-lo. Às vezes eu levanto os braços pra tentar abraçá-lo. Também gosto muito de noites estreladas. [Quando fui pra Boa Vista, a única capital brasileira que fica acima do Equador, tive distensão no pescoço por muito olhar pra cima. O céu lá é como veludo azul marinho em que alguma criança tenha jogado uma mãozada de purpurina. ] E também adoro céu cor-de-rosa.

2 – Dançar. – Dançar músicas que eu possa cantar junto. Dançar de olhos fechados, sorrindo, braços abertos. Dançar sozinha na frente do espelho, imaginando o palco, as luzes, a platéia. Dançar com coreografia. Dançar abraçando alguém. Ir a uma festa, esquecer de comer, e dançar até as quatro da manhã.

3 – Maquiagem. – Essa pode parecer estranha. Quem me conhece, sabe que eu não costumo me maquiar no cotidiano. Mas eu adoro ter muitos batons, de todas as cores, líquidos, cremosos, de passar com o dedo, de passar com o bastão. Sombras de todas as cores e possibilidades, opacas, cintilantes, com purpurina, cremosas, em pó. Bases de três cores diferentes, pra poder afinar meu nariz. Lápis preto, lápis verde, lápis violeta pra passar ao redor dos olhos e me sentir a própria Cleópatra. Rímel, pra acenar com os cílios. Adoro, adoro. Não esqueçam que eu sou, antes de qualquer coisa, atriz. Um dos melhores momentos que tive foi quando fiz papel de “Sombra” e passei maquiagem de palhaço, toda branca, no rosto. Delícia. Eu curto a transformação.

4 – Conversar com os amigos. – Adoro conversar. Sou uma matraca. Gosto mais ainda quando a conversa adquire aquele tom de falar muita bobagem, muita bobagem. Tenho a teoria que amigo é aquela pessoa com quem você fala bobagens e ele entende que elas são sérias.

4.1 – Conversar abraçadinho antes de dormir. – Não é preciso comentar esse.

5 – Banho – E as coisas a ele relacionadas. Água morna, caindo na nuca. Xampu. Sabonete. Esponja. Cantar e dançar. Corpo. Pele. Privacidade. Sair do banho super-fresquinha, passar colônia, vestir uma roupa macia. Cheirar a dobra do cotovelo pra lembrar do sabonete. Pés branquinhos e fofinhos. Ahhhh…

Quem quiser, pode propagar o meme no seu blog. Não vou indicar ninguém não.

quinta-feira, 25 / janeiro / 2007 at 10:59 am 13 comentários

Parem tudo o que vocês tão fazendo!

O Mr. Manson. O Mr. Manson. Que escreve o Cocadaboa. Que inventou o boato do Bussunda morto em 2003. Que inventou o boato do Sexcut. O Mr Manson.

O Mr Manson está escrevendo sobre a Semana Week da Moda Fashion. A convite do G1.

Essa é imperdível.

quarta-feira, 24 / janeiro / 2007 at 4:47 pm 6 comentários

Se meu blog fosse um livro catalogado em biblioteca…

A ficha dele seria assim:

Cartão da Biblioteca

A Lúcia Malla me deu a dica. Fiz o meu cartão aqui. Não use acentos ou cedilha.

quarta-feira, 24 / janeiro / 2007 at 3:00 pm 3 comentários

Rita Poema

[…]eu disse a mim mesma que o mundo no qual eu acreditava haveria de existir em algum lugar do planeta! Haveria de existir![…]o mundo seria sim bonito e doce, o mundo seria cheio de amor e eu nunca mais ficaria doente. E, nesse mundo, ninguém precisa trocar amor por coisa alguma porque ele brota sozinho entre os dedos da mão e se alimenta do respirar, do contemplar o céu, do fechar os olhos na ventania e abrir os braços antes da chuva. Nesse mundo, as pessoas nunca se abandonam. Elas nunca vão embora porque a gente não foi um bom menino.[…]

Buáááááááááááááá, eu também, eu também, eu também!

Eu não fui uma boa menina, mas voltem, vocês todos que foram embora, voltem por favor, pois eu não sei mais como lidar com ausências e fins de semana de céu azul e solidão, sol brilhando sem planos. Voltem, vocês que foram embora, porque vocês caçoaram do meu mundo cor-de-rosa, mas eu sei que ele existe, porque a Rita Apoena também acredita nele!

terça-feira, 23 / janeiro / 2007 at 5:25 pm 4 comentários

Eu danço

Primeiro, eu tenho que dizer algo, que é o pressuposto deste texto: Roberto Carlos é brega.

Claro que é. É o MELHOR do brega. É o supra-sumo do brega. É o poeta do brega. É aquele brega que você ouve e vai se emocionando, pensando “puxa…que lindo.” Vejamos um exemplo:

“Amanhã de manhã, eu não quero nenhum compromisso! Tanto tempo esperamos por isso…Desfrutemos de tudo.”

“Sem me importar com o tempo correndo lá fora…Amanhã nosso amor não tem hora! Vou ficar por aqui…” Café da manhã

Puxa, que lindo! Eu ouço essa música e choro. Ela me traz lembranças de manhãs e tardes. Horas passando e eu nem ligando. Huuum…Pensando bem, mês que vem eu nem vou trabalhar.

Outro exemplo de que Roberto Carlos é o melhor:

“Chovia lá fora/E a capa pendurada/Assistia a tudo/Não dizia nada…”

Capa voyeur? Não! O nome disso é PROSOPOPÉIA, meus amigos. E reparem que não há um erro sequer de métrica. Além, é claro, da beleza dos versos. Essa canção foi a responsável pelo surgimento da inexistente palavra Mantidissidão. Ninguém sabe ao certo seu significado [O Ruy Goiaba tentou, a Clara também], mas na minha cabeça era algo como uma permanente mansidão dissimulada. Man-tis-si-dão. Faz sentido, vocês hão de convir.

Roberto é Rei. Roberto pode tudo. Roberto pode fazer uma música pra Virgem Maria, outra pro Menino Jesus e lançar um disco novo só com regravações. E ele pode, porque ele é Roberto Carlos. Aliás, Roberto Carlos é o único artista brasileiro que tem o direito de lançar DISCOS, nada de “álbuns”. Esse negócio de álbum é pra quem não tem história. Mesmo que não existam mais LP´s, Roberto lança discos. E a minha mãe compra. Aposto que a sua também. A rádio toca. A Luciana decora. E todos assobiam. Porque Roberto pode tudo, Roberto é Rei.

Recentemente, fizeram críticas a Vossa Majestade Roberto Carlos por ter cantado “Se ela dança eu danço” em dueto com Mc Leozinho.

Eu achei lindo. Lindo. O Roberto cheio de mantissidão, quase sussurrando – Se ela dança, eu danço, se ela dança, eu danço – e o Mc Leozinho, no melhor momento de TODA a vida dele, os olhos cheios de lágrimas, a voz trêmula, o maxilar tenso.

O Mc Leozinho cantou com o Roberto Carlos. No especial de fim de ano DO ROBERTO CARLOS. Com a banda DO ROBERTO CARLOS. Ele pode ser até cantor de churrascaria depois disso. A vida musical dele está completa.

Lindo, Robertão. Lindo. A demonstração de humildade do Roberto: “Eu escutei um funk. E eu pensei: acho que eu poderia cantar essa música…” Ou seja: ele acha que existem outras coisas legais. E o Mc Leozinho é legal. E também é brega! Afinal de contas, quem diz algo como “me dê uma chance! Quem sabe esse lance vira um romance e a gente vai namorar?” só pode ser brega – como eu!

Eu achei lindo, Roberto. Eu sei que você gostaria de ter feito isso com Claudinho & Buchecha. Pena que não dá mais.

Então, fiquem com o Robertão cantando a música sobre uma moça bonita dançando numa festa. Cá entre nós, essa música é um retrato de uma geração. Porque todo mundo já saiu de casa, pelo menos uma vez na vida, só pensando em beijar, beijar, beijar.

terça-feira, 23 / janeiro / 2007 at 2:24 pm 11 comentários

Ocasional

E eu me vejo não sabendo mais o que é que sou. Quem é a mulher que escreve e respira? Eu tento me enxergar do jeito que os outros me vêem passando na rua, e vai dando aquela sensação de que você abriu um livro escrito em húngaro.

Não sei como eu sou quando vista de fora. A visão que tenho de mim mesma é um tanto bizarra – sempre enxergo a ponta do meu próprio nariz, um pouco desfocada. Onde eu estou? Do meu ponto de vista, eu fico atrás do meu nariz.

E por que escrever? Escrever é tão sem nexo. Botar as letras pra brincar de trenzinho. Piuí. Respirar também é sem nexo. Fazer o nariz comer vento. E a gente nem enxerga o que respira. A gente também não enxerga do que as palavras são feitas. Só se enxerga as letrinhas. Mas as palavras não são as letras. As palavras são de quê?

O bolo você sabe do que é. É de cenoura, chocolate, limão, coco. Mas qual o sabor das palavras? E porque eu preciso delas? E porque a gente escreve com as letras e pontua com os símbolos? Porque não escrever com as interrogações e pontuar com letras?

??,.;??a??!!!b

É, não dá muito certo.

A rua e a cidade são livros escritos em húngaro. Onde estou eu? Não sei. Só enxergo a ponta do meu nariz – mas a palavra, não sei, ela faz cooper todo dia pelas avenidas, eu não a vejo, não sei onde mora e com quem dorme. Mas sei que dorme secreta, subentendida, no lugar das palavras que não viraram trenzinhos de letras escritos em papéis.

Talvez eu me torne palavra quando o dia terminar.

terça-feira, 23 / janeiro / 2007 at 12:13 pm 3 comentários

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Aspas da Semana

Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir. Gibran Khalil Gibran