Archive for agosto, 2005

Spam por spam, que seja um menos spamizado….

Sim, isso é um spam.

Eu vou postá-lo aqui por dois motivos:

a) Nunca o recebi por e-mail, o que já indica que ele não é tão comum assim;
2) É extremamente engraçado e criativo.

O QUE VOCÊ NÃO GOSTARIA DE OUVIR DURANTE SUA CIRURGIA:
1. Melhor guardar isso. Vamos precisar para a autópsia.

2. Aceite esse sacrifício, ó Grande Senhor da Escuridão!
3. Rex! Rex! Volte aqui com isso, cachorro mau!
4. Espere um pouco! Se isso é o fígado dele, então o que é aquilo?
5. Ninguém mexe em nada! Perdi minha lente de contato!
6. Você tem certeza de que alguém já sobreviveu a 500 ml dessa coisa?
7. Essa foi legal, né? Agora vou fazer a perna dele mexer.
8. Bem, colegas, isso será um aprendizado para todos nós.
9. Quanto é a mesmo a comissão que aquela funerária oferece por defunto?
10. Agora removemos o cérebro e colocamos no corpo do macaco…

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quarta-feira, 31 / agosto / 2005 at 7:00 pm Deixe um comentário

A saga do CÂNCERGERANTE

Mês passado, meu grupo de teatro teve uma apresentação no domingo à tarde. Chegamos no local combinado um pouco mais cedo, e enquanto esperávamos a limpeza do local, nossos amigos se cotizaram para comprar um refrigerante. – Qual refrigerante a gente compra? (Voz geral)
– COCA-COLA!
(Voz minha)
– Outra coisa…

Tivemos uma discussão muito útil, na qual eu expunha meu ponto de vista pausada e educadamente, e meus colegas de grupo também:

– Gente, Coca-Cola não tem gosto bom…Fizeram vocês pensarem isso.
– Prodígio, Coca é o ÚNICO refrigerante que presta!
-CÂNCERGERANTE, quer dizer. Sério, gente, esse troço é ruim que só. É sufocante, tem gás demais, e não é feito de nada!
-Ficou doida de uma vez, agora…Tu nunca tomou coca?
-Claro que tomei! Esqueceu que eu nasci em 1985? Sou da época que a Coca litro era uma instituição mais confiável que o Banco Bamerindus.
-Se já tomou, porque vem dizer que acha ruim?
-MAS EU ACHO! Aliás, desde pequena, prefiro refrigerantes de outros sabores. Limão, guaraná, morango…Ai, Fanta Morango, que saudade. E outra: Coca é muito caro. Com o dinheiro de uma Coca vocês compram dois guaranás.

*Momento de reflexão* Um dos meninos disse:

– Eu dou grana pra comprar DUAS cocas!
-êÊêÊêÊêÊêÊêÊêÊêÊêÊêÊê!

Todos foram correndo pra mercearia, e ficamos eu e o menino que completou a grana (Cocacólatra, aliás). Ele acendeu um cigarro, e eu mudei de lugar, sentando mais longe dele e contra o vento.

Ele:
-Mas sim, além de ser enjoada com Coca-Cola, é manifestante anti-tabagista também, é?
-Manifestante, até que não. Mas que sou contra o cigarro, isso sou.
-Você não pode se incomodar com o prazer dos outros, Prodígia.
-Quando esse prazer me dá coceira na garganta e nos olhos, tenho pelo menos o direito de mudar de lugar?
– (rindo) Tem, tem todo o direito.
– Olha, cigarro amarela os dentes. Dá mau-hálito. Baixa a imunidade. Afeta o olfato.
– Tá parecendo aquelas frases que vêm no maço…
– Tô mesmo, né? (risos) Você sabe que faz mal pra saúde, não vou ficar dizendo de novo.
– (pensativo) Saber eu sei. Todo fumante sabe. Mas eu acho que não ACREDITO muito nisso.
– !
– Quer dizer, eu sei que é verdade, mas essa verdade passa tão longe quando eu quero fumar…
– Entendo. (Pausa) Ô, larga isso. Faz mal, poxa. E eu nunca pensei que ia ver um espírita fumando.
– Nada a ver eu ser espírita e ser fumante. A doutrina não proíbe isso.
– A doutrina não proíbe NADA, mano. Mas quem usa qualquer tipo de droga, atrai espíritos que também gostam de usar. É natural.
– (Pausa. Soltou uma baforada.)
– Usar droga causa obsessão, SIM. E você, além de já ter estudado isso, interpretou isso numa peça.
– Ah, usar DROGA, pô.
– E cigarro não é droga não?
– Todo mundo usa droga,então. Vai me dizer que você nunca bebeu álcool?
– Evito muito.
– Nem em reveillon? Nem do copo de alguém?
– (Silêncio) Já, já beberiquei sim.
– Taí, usou droga também tu.
– (silêncio).
– Refrigerante,então, também é droga. Cheio de aditivo químico, causa sensação de prazer por causa do açúcar… Tudo droga. (rindo) Coca é uma droga!

Eu ri também, porque foi engraçado. Mas, depois dessa conversa, eu decidi de uma vez por todas NUNCA MAIS botar um pingo de álcool na boca. Nem em reveillon.

Se é pra acreditar numa coisa, tem que acreditar o tempo todo.

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Ah, e eu tô tentando parar de tomar refrigerante. É MUITO difícil, muito muito muito. Ele te persegue. Em todos os lugares tem pra vender. Mais barato que suco.

É muito difícil pra mim comer macarrão sem tomar refrigerante. Lasanha com água é tortura. Meu corpo sente falta do açúcar fácil, quando eu chego sábado, meio-dia, caminhando da aula de inglês. Cheguei a beber água com açúcar, gente, sem brincadeira.

Mas estou tentando parar. E estou indo bem: são três dias sem refrigerante.

quarta-feira, 24 / agosto / 2005 at 9:20 pm Deixe um comentário

O bom blogueiro à home torna

PARE TUDO O QUE CÊ TIVER FAZENDO!

Ela voltou a postar,diretamente de Orlando, com questionamentos sobre a vida, as despedidas e os milk-shakes do Sonic!
Ela voltou. Ninguém sabe quando é que ela posta de novo, mas ela postou hoje, e isso não seria um lindo motivo pra celebrar?

Celebrate goodtimes, come on!

quarta-feira, 24 / agosto / 2005 at 9:15 pm Deixe um comentário

Minha Mamãe é prodígio

Há cerca de quatro anos, eu decidi que ia mudar o mundo.

Para que esse objetivo se realizasse, a primeira coisa que eu devia fazer era observar as pessoas. Comecei pela minha mãe.

E observei que minha mãe sempre escolhia o menor bife. A sobra de ontem. O pão amanhecido. A banana mais verde.

Aliás, também escolhia o sapato mais barato da loja, e se só tinha um lugar vago pra sentar, não permitia que eu ficasse em pé.

Comecei a me incomodar com todos os sacrifícios que mamãe fazia por minha causa. Tudo bem que ela fazia porque queria, mas eu não gostaria que ninguém comesse restinho do frango de ontem com arroz gelado de terça por minha causa – principalmente se eu estiver comendo lasanha recém-feita. E poxa, ela é minha mãe e eu quero o conforto dela.

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Incômodos, incômodos, quatro anos se passaram, meu pai morreu há três anos e ficamos só eu e ela, isoladas de parentes, eu sem namorado, ela sem interesse em procurar algum. Dividimos a mesma cama de casal toda noite, e ela continua separando a pior parte pra si e me OBRIGANDO a ficar com os maiores bifes. Isso tem me feito engordar e sentir muita culpa pelo desconforto dela.

Pensando com o meu próprio zíper (botão é coisa do passado), achei a solução para resolver a minha culpa e ludibriar minha mãe, forçando a coitadinha a ficar com quinhões melhores.

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Se ela está se vestindo pra sair, eu uso minha indiscutível lábia para fazê-la usar aquela minha blusa que fica ótima nela, ou aquele batom da Avon que eu comprei mês passado, dei de presente pra ela e ela botou de volta na minha caixa de maquiagem.

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Se ela se recusa a comer mais que 15 gramas de comida, eu simulo estar fazendo muito esforço, e ameaço jogar o prato no lixo. Ela é forçada a não deixar estragar o alimento nosso de cada dia, e come os melhores pedaços (que eu deixei na panela de propósito para serem o jantar DELA. )

Se tem chocolate na caixa, eu pego a caixa, levo pra perto dela, como UM chocolate e vou oferecendo pra ela dois, três, quatro… Ela nem nota.

Se tem show de graça, eu digo que quero ir mas tenho medo de voltar sozinha à noite, e arrasto ela comigo.

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E assim, eu descobri o jeito de fazer minha mãe aproveitar as coisas legais, sem deixar tudo só pra mim.

Beijo enorme pra vocês todos, e feliz dia dos pais. Que todos nós, quando tivermos filhos, sejamos como minha mãe.

sexta-feira, 12 / agosto / 2005 at 7:11 pm Deixe um comentário

Solidão

“A solidão é fera,
a solidão devora…”

Eles estão todos juntos, dentro do mesmo ônibus. Cada um tem um ponto de chegada diferente – o garoto fardado vai para a escola, a menina que usa perfume do Boticário vai para o trabalho, o rapaz de bermuda vai ao banco, a cobradora vai quase dormindo.
Estão todos juntos. Estão todos separados.

“É amiga dos horas,
prima-irmã do tempo…”

Ele coloca a panela com três copos e meio d’água pra ferver. Ao ferver, joga o pacote de miojo, espera três minutos e adiciona o tempero. Toda noite a comida tem gosto de saudade – a casa dos pais, jardim, bicicleta e tranquilidade. Ninguém que entenda o que ele diz na cidade grande e suja. Toda noite o Miojo tem gosto de lágrima.

“E faz nossos relógios caminharem lentos
Causando um descompasso no meu coração…”

É ela versus o computador. De oito ao meio-dia, duas horas de almoço, de duas às seis. É ela versus as planilhas do Excel, e de quarenta em quarenta minutos uma pausa pra beber água – “bom pros rins, pra pele e pra saúde.” Ela mesma já esqueceu da última vez em que lembrou de viver – nem que fosse de quarenta em quarenta minutos.

“A solidão dos astros
a solidão da Lua
a solidão da Noite
a Solidão da rua…”

O irmão, dois anos mais velho, dorme na cama de cima do beliche. Ele tem que ficar embaixo – mais perto do chão e do bicho mau que mora sob a cama. Já desenvolveu maneiras de não deixar o bicho subir – jamais permite que o lençol arraste no chão, nem deixa a mão pender fora do colchão. Repete mentalmente a oração do Anjo da Guarda – “anjinho da guarda, suave companhia, me protege de tarde, de noite e de dia” .
“Droga de dia que não chega. ”

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Só é afetado pela solidão quem não aprendeu a gostar da própria companhia.

terça-feira, 9 / agosto / 2005 at 8:42 pm Deixe um comentário

Bloguemiaaaaaaaa, aqui me tens de regresso…

Curto e grosso(ui):

Não postei por não passar nem perto de um computador desde o dia 24 de julho.

E porque vocênão procurou um cyber-café, Menina?

Porque tem um Menino-com-Cara-de-Artista dormindo na minha sala, comendo na minha mesa e iluminando a minha vida.

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Meu nome é Menina-Prodígio, mas se vocês quiserem, podem me chamar de pessoa mais feliz do mundo.

Quando der, eu conto o que rolou desde que ele chegou pra passar as férias aqui.

quinta-feira, 4 / agosto / 2005 at 6:33 pm Deixe um comentário


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Aspas da Semana

Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir. Gibran Khalil Gibran