Archive for junho, 2005

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No dia em que ela chegou

No dia em que ela chegou em nem notei. Teve aquele gosto de azul, mas eu já tinha sentido algo parecido e achei que era só mais um aperitivo.
Não a vi chegando, e devido à minha distração ela foi ficando por ali, fazendo de conta que era normal aparecer sem avisar.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Nos dias seguintes ela foi se aproximando.
Eu não sabia quem era; só sabia que sorria com hortelã e canela, que andava feito bailarina e às vezes deslizava.
E quando percebi, era só aquela vontade de rir, e de fazer o dia parar marcando a página do livro com o dedo. E batia aquela satisfação, aquela percepção de que o céu existe e é tão grande que não acaba, aquele sentir o pé dentro do sapato macio, aquilo de olhar pra longe e jogar um beijo na direção do Leste.
E no outro dia é que eu descobri que a felicidade chegou pra mim.

(05/05/05)

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terça-feira, 28 / junho / 2005 at 7:43 am Deixe um comentário

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Brasília, segundo dia…

No último capítulo de Brasília, aqui , eu dormi escandalosamente enquanto o Artista falava sobre seus sentimentos. Pode parecer que eu sou uma insensível, mas na verdade era apenas sono mesmo.

Bem, como adormecidos não registram fatos, pedi para o próprio dizer pra vocês o que aconteceu depois que eu dormi. Então, lá vai…

A versão dele dos fatos noturnos/matutinos

Primeira noite em Brasília, ao lado dela, segurando a mão dela, e ela lentamente adormecendo. Nos meus braços, linda, iluminada por aquela lua que entrava pela janela, e eu velando o seu sono.
Ela dorme e eu só penso o quanto estou feliz por estar lá.
Ela dorme e eu penso o quanto tivemos que passar por dificuldades para estarmos lá.
Ela dorme e eu penso o quanto doeu ouvir o que eu tinha ouvido aquela noite, mas pensando que eu devia entender, que eu entendia, vivia as mesmas coisas.
Ela dorme e eu percebo que estamos deitados juntos em uma só cama! E, e, ….. ELA ESTÁ ME EMPURRANDO PARA FORA!
Cara, que dilema…. ela dormindo tão bem, e a cada respirada me empurrando para fora da cama, até que eu pecebo que não consigo mais ficar deitado com as costas na cama, tenho que deitar de lado! E agora, pertubo o sono dela? Devo fazer algo, ou fico aqui até amanhã, deitado de lado? Vou ficar com o lado direito do corpo mais estreito que o esquerdo….
Pensamentos, pensamentos, e eu quase caindo.
Bom, saí da cama, fui dar uma volta, ver o céu candango (realmente estava muito lindo, lua crescente) e quando volto, para continuar a batalha por um pouco de espaço, meio “movimento-dos-sem-cama”, ela já estava TODA esparramada sobre a cama. Eu só conseguiria dormir lá se fosse em pé! Sobre UM pé.

Bom, tudo bem. É só nossa primeira noite.

Roubo um dos lençóis dela, vou pra outra cama (dentre as 40 que tinham lá) e fico olhando ela dormir,pensando em tudo aquilo que eu estava vivendo, até que eu mesmo dormisse.

******

Nasce mais um dia em Brasília!!
Se arrumar, tomar banho, comer alguma das 1563 barrinhas de cereais que ela levou (mania de comprar as coisas no atacado…) e vamos para as primeiras atividades do dia, que é…um Seminário sobre recursos hídricos!

Ela – Olha, tem esses seminários aqui. É a manhã inteira. Podemos….
Eu – Faltar neles e voltar só a tarde para os GD’s? (GD = Grupos de discussão).
Ela – Isso! Mas precisamos ir lá para assinar a lista de presença.
Eu – ???
Ela – Claro, pô! Ou você quer que todos saibam que faltamos?
Eu – Mas não vamos faltar do mesmo jeito??
Ela – É, mas vamos deixar os nossos nomes na lista de presença, né. Qualquer coisa, nós a assinamos.
Eu – Bom, tudo bem….

Chegando no local dos seminários, e OS DOIS, perguntando para todo mundo, desesperadamente:

– CADÊ A LISTA DE PRESENÇA??????????

Moça-dos-avisos: Olha, tava aqui agora mesmo…..
Nós dois: ALGUÉM VIU A LISTA DE PRESENÇA? ALGUÉÉÉMMMM?

E haja procurar essa lista.Entramos duas vezes no auditório e nada de lista! Eu já dizendo a ela para esquecer essa lista, até que ela surge, preciosa!
Nós dois – CANETA!! ALGUÉM ME EMPRESTA UMA CANETA??

Assinar, e vamos embora…

Ela – Um computador! Vou ler os meus e-mails…
Eu- ???? Mas agora?
Ela – Talvez a Donana tenha respondido, e vai ser mais fácil localizar os endereços desta cidade.

Carregando caixa de entrada…

Eu – Respondeu?
Ela – Não, mas tem aqui a ata do Encontro do Sudeste, e eu preciso reencaminhar pra grupo de Manaus…
Eu – Dá pra ir só um pouquinho mais depressa? Temos uma lista telefônica a buscar…

No caminho de volta para o alojamento:

Menina-com-nome-Grego- Ei, vocês não vão assistir as palestras??
Eu – Eh, bem, sabe, ……, NÃO…….
– ………. Huuuuuuuum……..(HUM” com tom de “É, né !?! Já vão??…” Vocês entenderam….)

Bom, tento lembrar o caminho de vota para o alojamento, e enquanto isso, repassamos o plano:
Ela- Chegamos lá, pegamos uma lista telefônica e anotamos o endereço e telefone de alguns motéis, ok?
Eu – Tudo bem. Eu ligo ou você liga?
E ela:
– CLARO QUE VOCÊ LIGA!!! Tu acha mermo que eu vou fazer pesquisa de preço? Eu sou a dama.
Eu – Tudo bem….

Encontramos o caminho para o alojamento e chegando lá, cadê lista telefônica?
Na secretaria:
– Olha, na central telefônica tem uma…
Central telefônica fechada. E agora?
Quando pensavamos que a Lei de Murphy tinha feito mais duas vítimas, e que teríamos que andar por toda Brasília como ermitões ou sei lá o quê, encontramos a lista!
Ela – Olha, procura aí os endereços enquanto eu vou beber água.
Eu – Ok.
Fiquei sozinho folheando a lista telefônica de Brasília. E começou o estranho jogo lógico:

Motel 1: Telefone tal, endereço: XYR3 + 2Kp* exp(3)
Motel 2: Telefone tal, endereço: f(x)^3+ ln(3*cos(n*Pi/a))
Motel 3: Telefone tal, endereço: cosh(sec(ln3))+d(xy(x))/dx

E por aí vai…. Brasília tem endereços que parecem uma sopa de letrinhas…
Pensamento: “Cara, isso não vai dar certo…..”

Ela volta, e tranquilamente me pergunta:
– Como está indo?
– Dá uma olhada nisso.
– Hum…… Em que língua tá escrito?
– Bom, façamos o seguinte: a gente liga, pergunta como faz para chegar lá saindo da UnB, ou da estação do Plano Piloto, aí, quem tem boca vai a Roma…..
– Ok. Só espero que, Brasília, organizada como é, não tenha alguma coisa parecida com um “setor de moteis.”
– É mesmo, hahahahahahaha……
– hahahahahahah….

Bom, vou ao orelhão, ela fica um pouco mais distante, e ligo para o primeiro número da lista:
– Olá, bom dia.
– Bom dia.
– Por favor, eu tô aqui na UnB, gostaria de saber como eu faço para chegar no seu, er….., bem…, estabelecimento…..
Aí aconteceu uma coisa que foi uma das que me deixaram mais sem graça na vida. A atendente do outro lado da linha:
– Hehehehehe…….
Talvez para vocês não pareçam nada, MAS FOI A RISADA MAIS MALICIOSA E SACANA QUE EU JÁ OUVI NA VIDA! Bom, mas seguindo o caminho das pedras:
– Olha, você pega o ônibus tal, ele vai andar por tal lugar, você vai ver tal coisa, aí você pede para descer no SETOR DE MOTÉIS….
– …… Setor? Você disse setor de motéis??
– Isso.
– Olha, você não tem outro nome não??
– Hehehe, ……olha, pede para descer no Núcleo Bandeirantes.
– Núcleo, é. Ah, tá. Ok. E da rodoviária do Plano Piloto, como é que eu faço?
– Bom, é o seguinte……

Desligo o telefone:

Ela – E aí, como é que é?
Eu – Adivinha só: Brasília É uma cidade organizada…… Setor! Tem um setor inteiro só para isso!
– Não brinca! Quer dizer que…
– Isso. A gente vai ter que chegar com o cobrador: “Ê irmão, dá pra me avisar quando a gente tiver perto do setor de móteis??”
– Bom, …..
– É, ninguém conhece a gente nessa cidade mesmo. Daqui a dois dias a gente tá longe daqui….
– Tá, peraí…. Você fala com o cobrador, tá, maninho?
– Calma, eu tô brincando…Tem um outro nome: Núcleo Bandeirante!
– Ah, tá, menos mal! Então vamos, né? Já são nove da manhã.

E lá fomos nós dois, um paraense e uma amazonense em Brasília, rumo ao desconhecido.
Por algo que conhecíamos muito bem, apesar de não entender direito como aconteceu.

segunda-feira, 27 / junho / 2005 at 7:45 am Deixe um comentário

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Verbetes preferidos da minha Enciclopédia

Música

Música é quando cada nota faz cosquinha dentro do seu espírito, e dá vontade de rir, chorar e abraçar. Quando a sucessão dos acordes te leva pra mais perto de Deus, ou qualquer coisa parecida, e você sente (mas não entende) que a felicidade existe e está bem ali, naquele lugar iluminado e sagrado que é o coração. Música é quando o pé bate sozinho, querendo participar da festa. Música é mágica, música é fluida, música é inútil – música é ilógica.

Sexo

Sexo é ter pudor de começar e não saber como parar.

Amigos

Amigo é quando você chega na casa da pessoa, se oferece pra lavar a louça suja da pia e ela diz: Vai fundo.
Amigo não tem vergonha de ser preguiçoso na frente de outro amigo

Internet

Internet é eu aqui, você aí, cada um na sua e todo mundo tá no mesmo barco, no mesmo saco, no mesmo barato.

Mãe

Mãe é bom. Mãe é ruim. Mãe é mãe.

Pai

Pai é o dicionário de inglês sendo aberto e a lágrima caindo – meu pai sempre me traduzia as coisas.
Pai é o disco de jazz. Pai é o balão de oxigênio. Pai é termômetro, pai é um homem grandão de um metro e noventa e quatro fazendo tricô numa maquininha de plástico rosa.

Blog

Crônica + Mesa de bar + Literatura + Ensaios + divã + eternidade + momento + Cérebros + uma pitada de páprica, outra de sal.

terça-feira, 21 / junho / 2005 at 7:57 am Deixe um comentário

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Homenagem

Conjuguem comigo: Eu carpinejo, tu carpinejas, ele é o Fabrício Carpinejar.

Recomendadíssimo.

terça-feira, 21 / junho / 2005 at 7:50 am Deixe um comentário

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O jornal de manhã chega cedo, mas não traz o que eu quero saber… As notícias que leio, conheço! Já sabia antes mesmo de ler…

Há uma hora atrás, eu estava tomando café e mamãe via televisão. No Bom Dia Brasil deu uma chamada sobre a derrota do Brasil pela seleção mexicana.

Mamãe-Prodígio – Uma vergonha, esse jogo do Brasil.
Menina-Prodígio (com a boca cheia de sucrilhos genéricos, horrível…) Bragil perdheu?
Mamãe-Prodígio – (colocando farinha de tapioca no café com leite, huuuum…)Na copa das Confederações. México ganhou de um a zero… ainda erraram o outro pênalti, senão tinha sido dois a zero. O mexicano bateu, fez gol, mas o juiz deu invasão mexicana; ele bateu de novo, na trave, deu invasão do Emerson; ele bateu pela terceira vez e o Dida pegou.
Menina-Prodígio – Gosto muito do Dida. Mas porque foi uma vergonha?
Mamãe-Prodígio – Ah… (pausa) O técnico do México é ar-gen-ti-no… (ela falou assim mesmo, em itálico e com hífens.)
Menina-Prodígio – Hehehe…

Eu não sou muito ligada em futebol, mas minha mãe é melhor que qualquer locutor, viu?

Mamãe-Prodígio – Esse menino, Robinho, quer porque quer ser contratado no exterior e fica só diblando… Dribando… Dri-blan-do o tempo todo, querendo dar pedalada, e esquece de fazer gol.
Menina-Prodígio – (pensando alto) O que o Idelber deve achar disso?
Mamãe-Prodígio – Quem?
Menina-Prodígio – Huumm…Ele tem um site.
Mamãe- Prodígio – Sobre futebol?
Menina-Prodígio – Futebol, música, a luta dele pra parar de fumar, literatura…
Mamãe-Prodígio – Ah, isso é que é o tal de blog?

Fiquei assustada. Até uma senhora de cinquenta e sete anos, meu Deus. O mundo está perdido ou está tentando se encontrar?

Olha a rua, meu bem, meu benzinho, tanta gente que vai e que vem! São três horas da tarde, é domingo. Vamos dar um passeio também?

Tive um fim de semana perfeito. Saí com esses três blogueiros, que além de serem blogueiros são meus amigos na vida real, e fomos assistir um show de humor que NÃO tinha a Denise Fraga no elenco, mas os meninos vão dizer que ela estava lá. Era o show da Terça Insana, e eu nunca ri TANTO na minha vida. Fora que mais uma vez eu confirmei que o Teatro Amazonas é lindo de enlouquecer. Eu tenho orgulho de ter nascido no mesmo lugar que ele.

O show de humor não se limtou ao teatro, por que juntar quatro blogueiros e uma prato de sopa de caranguejo NÃO PODE acabar bem! Nunca ri tanto na minha vida, e vou fazer um citação disso:

Luabella: E o que foi que você fez?
Menina-Prodígio: Eu estava adorando, claro, adoro beijo no pescoço! Mas tinha feito uma aposta, e não podia demonstrar nada… Aí, a minha mente ficou: Não gema, não gema, não gema!
Luabella – Sim clara, sim clara, sim clara!

segunda-feira, 20 / junho / 2005 at 7:39 am Deixe um comentário

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Lov e-letters

Parte masculina
O fim de semana mais difícil

De: Menino-Com-Cara-de-Artista
Para:Menina-Prodígio

Quem inventou dia dos namorados e essa coisa toda?? E cartões, dizeres e tudo sobre o amor próximo? Já estava pra dar pedrada na Fernanda Lima toda vez que ela aparecia dizendo: “Namore sem fronteiras! Desligue o seu celular e se ligue ao seu amor!! TIM….”
É, a vida não é facil. Tudo que temos entre nós é fronteira….

As saudades são grandes demais, por que temos que esperar para nos ver?
Ah, tá… lembrei….

Sinto seu amor próximo. Sinto você próxima! Logo vêm os nossos dias….
Como é que você está? Como estão os seus dias? Está tudo bem?

Queria muito te ligar nesse fim de semana. Saber como você estava. Te ouvir. Te amo demais, e dói muito, Menina, esse amor, essa saudade. Não quero mais outra vida que não seja ao seu lado. O que faço? Eu sei que a resposta mais óbvia é …. viver do seu lado!! Mas o que faço se isso não é possível, pelo menos por enquanto? Como acalmar o meu peito vazio, uma vez que que já tive você deitada nele? Como acalmo meu corpo, meu coração que já sentiram você tão perto, e não conseguem compreender esses quilômetros que nos afastam?

Eu não consigo compreender esses quilômetros!

Eu não consigo deixar de amar você! Eu não quero fazer isso! Eu não consigo! EU NÃO TENTO! NÃO QUERO TENTAR!!
Quero chegar em Manaus e te pegar nos braços! Quero te abraçar e sentir que tudo está bem…
Você me compreende? Eu te amo menina, e estou me preparando, ou penso que estou me preparando, acho que estou me preparando para o depois de Manaus: mais amor, mais saudade, e ainda não menos distância…..

(Estou deixando a minha cabeça e o meu coração escreverem essa mensagem. Se parecer que não faz muito sentido….. Já não tou me preocupando com ordem, regras de construção textual, etc.)

No domingo dos namorados tentei ir ao cinema sozinho. Cheguei lá e não consegui entrar. Como desejei que você estivesse lá…..

Não, não posso chorar agora. Não vou chorar agora.
Você chora comigo? Não, isso não é um convite, é uma pergunta. É uma pergunta de resposta (pseudo) óbvia, mas reconfortante na identidade.
(entenda-se o “pseudo”: no amor não há coisas óbvias (desculpa pelo clichê de Vale-a-pena-ver-de-novo, mas é a pura verdade.))
Ah, como eu te desejo…..
Você não está sozinha. Meu pensamento está contigo……
Tudo me lembra você. Tudo é você. Eu não sou mais eu sem você, entenda-se, sou outro, com ou sem você, melhor ou pior, tanto faz, mas você me mudou.
(sinto que cheguei no limiar que não estou conseguindo escrever nada com nada…… ou quase…..)
Escrevo e parece que o que eu escrevo não sai das minhas mãos. De onde isto está saindo?
Não vou ler o que eu acabei de escrever, vou mandar assim mesmo. Sou eu nessa carta. Eletrônica carta.
Eletrônico Eu??
Sinto a minha mente nua…. Gosto de pensar que ela está nua para você… Para ser possuída por você, para que você a trague, a aspire, a engula, assim, com a mesma voracidade que devoro cada palavra que você me diz ou escreve, que busco por cada coisa tua, para ter pedaços de você, como se eu fosse conseguir compor o todo, o todo Menina-Prodígio, o todo MULHER QUE EU AMO, como se isso fosse possível…. Vou reencontar o todo quando for a tua cidade, quando te reencontrar… Estranho, o todo que com o meu todo formamos um único todo, uma matemática de estranha lógica, e, é lógico!! Um mais um é igual a… um. Nós-um.

Espero que você leia esse e-mail hoje e ele te traga felicidade, sorrisos, e a certeza que tem alguém que, mesmo longe, te ama. Eu tenho essa certeza.
Obrigado, Menina. Por tudo. Pelo homem que tenho me tornado, pela mulher que você é. Sou um apaixonado, não tenho vergonha disso. Te amo muito, te quero do meu lado. Pra sempre. quero ver seus cabelos lentamente se esbranquiçarem, nossos filhos crescerem e a creteza que que minha vida não podia ser sem você cada vez mais certa e presente. Quero ser seu, pra você e com você.

Beijos,

Artista

PS.: Esse e-mail eu escrevi totalmente (ou quase) livre de consciência. Minhas mãos foram escrevendo e pronto. Qualquer coisa….
PPS.: Vou mudar a data da minha viagem para aí para o dia 24 de julho, e a volta para o dia 08 de agosto. Acredito que vou na agência hoje.
PPPS.: Feliz dia dos namorados!! Atrasado, em condições (um pouco) estranhas (acredito que nais aos outros do que a nós), mas sincero.
PPPPS.: Essas condições um dia passam. Acredito que passamos por mais essas dificuldades. Eu te amo.

Parte feminina
Um fim de semana a menos

De: Menina-Prodígio
Para: Menino-com-Cara-de-Artista

*Choque*

Não estou em condições de responder à altura, pois estou muito emocionada.

Datas são apenas datas. Datas não existem.

Tanto faz se é dia 12, 24 ou 48 de junho. Eu ainda pensei em armar alguma coisa, alguma surpresa pra você, mas aí eu pensei: são apenas datas.

O tal do dia 12 é só menos um dia pra te ver.
E mais um dia sem você.

Dia dos namorados é o dia que estou com você. E VOCÊ NÃO ESTÁ AQUI!

E então eu achei melhor não armar nada pra você. Fiquei todo o fim de semana com você ao meu lado. E isso me assusta, por eu não saber quanto essa queda no abismo vai durar. Mas sentir o vento no rosto é extremamente prazeroso.

E você é isso: o vento que sopra no meu rosto… Você é o abismo e a queda, você é quem segura minha mão e também é o fundo do abismo, você é a explicação e a dúvida, você é a paz e a angústia.

Você é o sigma e você também é só o Menino-Com-cara-de-Artista, a pessoa que apareceu no meu caminho de um jeito que eu ainda não entendi, e enfunou todas as velas do meu coração.

Você é presente.
Você é amado por mim. (Só pra ser diferente.)

Menina-Prodígio

****************
Quem disse que não dá pra matar a saudade por e-mail? Recebendo coisas lindas assim na caixa de entrada logo no dia 13 de junho, eu espero tranquilamente mais 37 dias.

sexta-feira, 17 / junho / 2005 at 4:45 pm Deixe um comentário

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Brasília-ília. Ilha? Pilha! Maravilha…

Se você chegou agora, vamos situá-lo melhor:

Eu viajei pra Brasília no feriado de Tiradentes, pra participar de um congresso, e lá, encontrei o Artista, que é o cara que eu gosto e já conhecia de outro congresso. Ele mora longe de mim, mas a gente se apaixonou e mantém contato por telefone e e-mail.

A saga de Brasília ainda está no primeiro dia, e aqui está:

Brasília -Capítulo 1
Brasília-ília -Capítulo 2
Brasília-ília. Ilha? – Capítulo 3
Brasília-ília.Ilha?Pilha! – Capítulo 4

E graça a deus que esse é o último capítulo do primeiro dia, pois eu não sabia mais de onde tirar coisas que rimassem com Brasília. Daqui a pouco ia ter sopa de ervilha, dançar quadrilha, gosto de filha, roupa maltrapilha…

*********

Depois que descemos do ônibus, eu e ele fomos ligar para nossas respectivas casas. Eu dei oi pra mãe dele, e garanti pra ela que ele tinha se alimentado direito; ele deu oi pra minha mãe, e eu garanti pra ela que ia me comportar direito.

As duas recomendaram: Juízo…

Desligamos os orelhão e fomos ter um Momento-Papo-Sério sobre como é viver longe um do outro. Eu contei pra ele isso aqui, e ele ficou meio chocado.

-Nossa…
-Você me odeia, né? Mas eu tinha de contar.
-Nossa… Como foi isso?
-Ah, sei lá, foi acontecendo, acontecendo, e quando eu notei, aconteceu.
-Mas você se arrepende?
-Hum….(pausa) Não.
-Faria de novo?
-Hum….Talvez. Não sei. Tenho medo de mim mesma.
– Olha… (looooooooonga pausa) Eu fico contente que você ache que eu mereço saber disso. Doeu ouvir, mas eu fico feliz de saber que eu sou digno dessa confiança. Se você não quisesse me contar, eu não ia saber nunca, não é mesmo?
-É. Mas eu tinha de ser honesta. Sei lá o que você ia achar…
– Eu acho que você viveu mais que eu.
– !
– Eu amo TANTO você!
– Ah…

******

Tomar banhinho (água quente, quão boa és!), deitar. Deitar JUNTOS. Ahhhhhh, eu sempre quis brincar de dormir junto.

– E amanhã?
-Amanhã…Será um lindo dia, da mais louca alegria, que se possa imaginaaaaaaar…
-Amanhã é o nosso dia.
-Ei? Artista?
-Hein?
-Sabe o que eu notei?
– Hum?
– Hoje é o fim do nosso primeiro dia em Brasília.
-Nossa! Parece que a minha vida inteira começou hoje, quando você pulou em cima de mim. Parece que faz séculos que a gente anda junto, que eu posso segurar a sua mão… (ele segurou a minha mão) . Parece que a gente sempre se vê, e conversa sobre se vai chover amanhã, e pergunta que horas são.
– *olhinhos piscando de sono*
– Ei, não vai dormir, Menina! Eu tô tão feliz de estar contigo, que quero ficar acordado o máximo de tempo possível…
– Eu tô escutando, tô escutando…Mas é que, mais cedo ou mais tarde, a gente vai ter de dormir. Senão, amanhã ninguém levanta. *Pensamento libidinoso* Ai, desculpa, eu não quis dizer isso…é…
-Hahahaha, que horroooooooor!
– Que horrooooooooooor mesmo, mas eu pensei inconscientemente, eu juro!
– Tudo bem, tudo bem, amanhã TODO MUNDO vai levantar, tá ouvindo?
– *risadas sonolentas* Falta muito pra amanhã?
– Só uma noite.
– Ei…
– ?
– Eiiiiiiiiii…
– ?
-Tu…Tu… colocou tudo o que era necessário na tua mala?
– ???????? Sim, ué. Não sou como você que trouxe trinta Tridents de canela, mas arrumei bem…Aliás, a mamãe ajudou um pouquinho, e…
– ô, chato! Não é disso que eu tô falando! Eu quero perguntar se…se…
– ????
-er…
-????????????

*Meia hora de frescura da minha parte e interrogações da parte dele*

– tu trouxeste…
-O quê, meu Deus?
Camisinha, pô! Tô falando grego?
Não precisa falar em negrito também, né?
– Responde logo.
– Trouxe, ÓBVIO!
– Ainda bem, porque…Pera aí: ÓBVIO?
– ÓBVIO!
– Ah, tá dizendo que eu sou óbvia, é? Óbvio é a mãe…
– Hahahahahahahaha…..
– Mas sim, tu se acha a última coca-cola no deserto, né?
– Huahuauahhuauahuhauhauhauhauhauhauhauh….
– Arrasada, eu! Eu sou óbvia.Óbvia! Aposto que o Pará inteiro sabe que a gente vai sumir do evento amanhã. “Pra onde será que eles vão?” “ÓBVIO!”
– hahahahahahHAHAHAHAHAHA…
– Hunf… E o pior é que eu não consigo nem me zangar!
– Meu amor, cá entre nós, a nossa primeira vez até agora foi a única, e foi há QUATRO MESES ATRÁS…
– Seu óbvio. Hunf.
– Não fica zangada, ô…
– Não tô zangada, não, tô é achando graça. Homens…
– Mulheres! Preferia ter que ir comprar na farmácia, é?
– Não, ué. (pausa. Bocejo) Ei, me diz uma coisa?
– Quê?
– Isso aqui é verdade? A gente tá deitado junto, em Brasília, e aquilo lá fora é a Lua cheia?
– Crescente.
– Que seja.
– È verdade. E eu também acho que é um sonho, sabe? Inacreditável, a gente estar junto, vencendo meio Brasil, pra se ver de novo. E ao mesmo tempo que parece um sonho, eu sei que é verdade, e por isso eu tenho vontade de te apertar mais forte. Gritar pra todo mundo que eu tô absurdamente feliz. E…ei…Dormiu?
– Xgrofsshhuakjjsmhum….

Fim do primeiro dia de Brasília…

terça-feira, 14 / junho / 2005 at 9:04 pm Deixe um comentário

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Aspas da Semana

Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir. Gibran Khalil Gibran