Archive for abril, 2005

111482126707652293

Brasília-ília

No alojamento ia ficar o pessoal que não era de Brasília: Pará (a maior delegação), Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Amazonas (só eu, que vergonha!). Tinha dois quartos, cheios de beliches, e ficou dividido que um seria o masculino, e o outro (dã) seria o feminino.

Não preciso esclarecer que fiquei quase a totalidade do tempo no dormitório masculino.

****
21 de abril, duas da tarde

Pessoal do Pará e Amazonas passando perfuminho depois de tomar banhinho

Eu conversando com o Menino-com-cara-de-Artista (doravante apenas Artista) e seus amigos, o Amigo-que-só-tira-foto-de-Paisagem, doravante amigo Paisagem, que eu já conhecia de Cuiabá, e o Amigo-Reservado (vai continuar sendo chamado de Amigo-Reservado, que é um apelido curtinho e bom de digitar), que eu já tinha conhecido quando fui em Belém.

Menina-Prodígio(doravante chamada de eu) – Eu fiquei três horas na rodoviária esperando o ônibus de vocês! Porque atrasou tanto?
Artista – A gente mal tinha saído de Belém, o ônibus ficou uma hora enguiçado…Depois foi atrasando mais, e mais, e quando a gente chegou em Palmas estava irremediavelmente atrasado.
Amigo-Paisagem – Lembra do Cântico Negro?
EU – Aquele poema lindo que tu mandou pro nosso grupo de e-mail?
Amigo-paisagem – Eu decorei e vou recitar no sarau.
Amigo-Reservado – Tu disse por e-mail que vai apresentar uma esquete?
Artista – Vai sim, é sobre o aborto.
Eu – A visão que o feto tem da coisa toda, sabe?

(este post continuará em breve)

sexta-feira, 29 / abril / 2005 at 8:18 pm 1 comentário

111482018586840377

EU TINHA ESCRITO TODA A SEGUNDA PARTE, MAS PERDI O TEXTO!

SE NÃO TIVER ATUALIZAÇÃO, PACIÊNCIA!

sexta-feira, 29 / abril / 2005 at 8:15 pm Deixe um comentário

111447509751156648

Brasília

********
Descer no aeroporto* Encontrar primo* fazer o primo tomar o maior chá de cadeira da vida dele esperando um certo ônibus que vinha de Belém* Esperar três horas desesperadoras debaixo de sol quente* desistir de esperar* Eixo Monumental* Todos os cartões postais existem mesmo, e estão um ao lado do outro! * O Congresso é Lindo* A Catedral é linda* O Teatro Nacional é lindo* Bem, tudo é lindo naquele eixo monumental* Momento caboquete total, descer e bater foto de tudo* Chegar no Alojamento* Encontrar o Poeta de Brasília* Festejar* Encontrar o pessoal do Pará

-Oi, o menino-Com-Cara-de-Artista veio no mesmo ônibus que vocês?
-Veio sim, ele tá perdido na UNB…
-Perdido?

Olha para a UNB, enorme, ali na frente. Em algum lugar…

-Tá, eu espero ele encontrar o caminho. Vamo almoçar.

Almoço concluído, cinco sombras aparecem na entrada do Alojamento.
Pensamento: Meu Deus, é ele! Meu cabelo tá um horror! O que eu faço?

Ele levantando os braços, como se dissesse: Tô aqui!

Pensamento: Correr. Abraçar. Abraçar mais. Sentir o cheiro.

Envolvi ele com as pernas. Bem comédia romântica mesmo.

-Que saudade!
-Que saudade!
-Eu cheguei aqui!
-Em Brasília… Quatro meses!
-Não vai me dar um beijo?
-Ei, aqui na frente de todo mundo? Tenho vergonha…

Pensamento: Eu sou E.S.T.Ú.P.I.D.A. Mas tenho vergonha mesmo.

No alojamento. Cheio de beliches e luz do sol. Eu deitei. Ele me beijou. Duas. Cinco. Muitas vezes.

-Como é passar quarenta horas dentro de um ônibus?
-Ruim, mas o resultado vale a pena. Onde vc arrumou sua cama?
-No dormitório feminino.
-E é separado? (carinha de menino triste)
-Eu vou dormir com você. Eu trouxe chiclete de canela, quem quer?
-Comprou no atacado, foi? Trouxe uma caixa fechadinha…
-Exatamente. Você já almoçou?
-Er…Comi um X-tudo de R$1,30.
-Não, não almoçou. Você tem de se alimentar, senão o que eu vou dizer pra sua mãe?
-Ah, eu como depois. Que horas começa a atividade na UNB?
-Às quatro.´Vai ter ônibus pra gente.
-Mas é perto…
-SETECENTOS METROS!
-Perto…
-Se quiser vai a pé sozinho…
-Hahaha!

Silêncio. Olhar.

-Parece que a gente se viu ontem.
-Parece que a gente se vê sempre.
-Parece que você nunca morou longe.
-A gente se compreende mesmo.

Amanhã: Assembléia Geral e Show da Daniela Mercury. Zum,zum, zum zum-zum baba…zum-zum baba…

segunda-feira, 25 / abril / 2005 at 7:15 pm Deixe um comentário

111426593409529844

Estou em Brasília

Todo mundo aqui é legal

O show da daniela mercury foi de graça

O Menino-com-cara-de-artista está aqui, junto comigo.

Me encontrem no paraíso, tá?

P.S.: Brasília é uma cidade O.R.G.A.N.I.Z.A.D.A.

TEM UM SETOR SÓ DE MOTÉIS.

sábado, 23 / abril / 2005 at 10:16 am Deixe um comentário

111334869806277686

Como sou apaixonada pela música amazonense, esbarro nos meus ídolos sempre. Célio Cruz foi polido e distante; Jaime Pereira foi tão prstativo que me deu até carona; Lucevilson batia papo comigo no MSN, Cileno é o amor dos amores, o mais docinhos dos docinhos.

Quanto a ídolos mais difíceis de encontrar…Quando eu tinha seis anos, o Caetano Veloso viajou no mesmo avião que eu. Eu não o conhecia, mas mamãe sim! Ela falou: “Aquela cabeça branca ali é do Caetano Veloso. Quando apagar o aviso do cinto, tu vai lá com ele.” Apagou o aviso, eu fui, fiquei do lado da poltrona. Os adultos olharam pra mim. Eu, com a simplicidade infantil que nunca mais terei: “Licença, o senhor é o Caetano?” “Sou” “Pode me dar um autógrafo?”
Ele riu da pergunta e autografou minha revistinha do Chico Bento. Tenho até hoje. Mamãe foi conversando com ele no corredor do avião (glória, glória), e quando chegamos em casa ela me mostrou “Você é linda”. Me apaixonei pra sempre. E foi esse encontro, juntamente com a morte de Tom Jobim em 94, que definiu os meus gostos musicais e várias maneiras de encarar a modernidade.

******

Esse foi um comentário meu no
site do Idelber, e eu tava pensando, pensando…

Quero alguém que me pague pra navegar na internet.

terça-feira, 12 / abril / 2005 at 7:14 pm Deixe um comentário

111289663840978523

Constatação da semana

O pop não poupa ninguém.

quinta-feira, 7 / abril / 2005 at 1:56 pm Deixe um comentário


Feeds

Aspas da Semana

Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir. Gibran Khalil Gibran