Archive for dezembro, 2004

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Bate o sino, pequenino, sino de Belém…

Natal, eu adoro o Natal.

Adoro o sentido religioso, adoro as luzes, adoro o clima. Tudo bem que o mundo não é cor-de-rosa, mas esse ano eu me vesti de azul e acendi todos os pisca-pisca do meu coração.

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Esse espaço aqui é onde eu dou vazão a várias coisas, onde conheci várias pessoas interessantes, onde não deixo enferrujar meu gosto por escrever.

Pra todo mundo que vier aqui, seja de onde for, que o Natal tenha sido bom, que o Ano Novo seja cheio de farra (pra quem gosta) e cheio de paz (pra quem gosta).

Cá entre nós, eu espero que o meu ano novo comece em Belém, do lado do meu Artista, que eu só pude beijar durante três dias, em Julho.

Acho que esperei tempo suficiente! Cinco meses de saudade e espera já bastam, não?

Saudade é uma palavra que só existe em português. EU PEGO O CARA QUE INVENTOU ISSO!

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Cinco e meia da manhã, 25 de dezembro. Depois de conversar a noite inteira…

Ele:
-Ei, tá ouvindo isso?
Eu:
-Hum?
-São passarinhos cantando.
-Passarinhos? Que horas são?
-Cinco e meia…
-QUÊ? Eu nunca cheguei em casa depois das quatro da manhã, o que é que eu tô fazendo na rua? -Conversando comigo e vendo o sol nascer. Aliás, dá uma respirada, olha só que dia lindo vai ser!
-Tá doido? Eu tenho de voltar pra casa. Nem sei como minha mãe ainda não me ligou desesperada…

(telefone tocando – Bate o sino, pequenino, sino de Belém…)

Eu – Oi? Mãe, eu estava pegando no telefone pra te ligar…Sei, mãe, cinco e meia da manhã…Mãe, já tô indo pra casa!
Ele – (sorriso canalha)
Eu – Eu não menti, ia ligar pra ela quando o telefone tocou na minha mão!
Ele – Tá bom.

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Menina-prodígio desejando bom-dia pra tudo.

-Bom Dia, viaduto, Feliz Natal! Bom dia, Árvore, Feliz Natal! Olá cão!

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Menina-prodígio chegando em casa

Ele – Viu só? Ainda não são seis horas!
Eu – Meus vizinhos devem me adorar, chegando com o dia já claro.
Ele – Só lamento uma coisa…
Eu – O quê?
Ele – Esqueci de abrir isso aqui…
Eu – Uma garrafa de Gallioto branco suave! Palhaçada, viu? Essas coisas não se esquecem!
Ele – Natal é tempo de perdão, pô…
Eu – Só te perdôo porque é natal! Mas cara, não pode esquecer o fator álcool!
Ele – Feliz Natal.
Eu – Pra você também!

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Menina-prodígio subindo a escada, Vizinho-Mala descendo. Pensem na minha triste figura: Rímel borrado, sapato na mão, cara de ontem.

-Bom-dia, Vizinho-mala, Feliz Natal!
-Noite boa, hein?

*Ódio*

-É, noite de Natal sempre é boa mesmo…
-Se bem que agora já é de manhã…

*Desejo de vingança*

– É,preciso ir depressa pra casa porque só tenho meia hora pra tomar a pílula do dia seguinte.

TÓIM!
Fique com a cara no chão, ó Vizinho-mala saído dos infernos!

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Dei uma baita fofoca pra ele. Isso é que é presente de Natal…

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Nota Mental: É muito estranho começar a dormir com o sol brilhando lá fora…

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Prodigiosos, quando vocês forem comemorar o Ano Novo, ergam um brinde a mim, beleza? E torçam pra eu estar em Belém…

Que 2005 seja cheio de música e amizade!

segunda-feira, 27 / dezembro / 2004 at 10:55 am Deixe um comentário

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Nós adoramos te odiar

Eu, você…Nós dois, aqui neste terraço à beira mar.

O sol já vai caindo e o seu olhar parece acompanhar a cor do mar. Você tem de ir embora. A tarde cai, em cores se desfaz. Escureceu. O sol caiu no mar e a primeira luz lá embaixo se acendeu.

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Não odeiem a bossa nova, ela é bonita.

Porque todo mundo adora odiar as músicas que eu adoro?

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Virgem como a natureza do desconhecido, virgem como quem se muda e como quem virá. Virgem como a fruta esperando a tal mordida, virgem como o garoto que espera atento a hora do jantar.

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Odeiem o quanto quiserem, eu gosto.

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Acordem, crianças, nós sofremos do mal dos sonhadores. Temos catorze anos e eles pôem vocês a seus pés, tão educados que nós ainda estamos ocupados pedindo “por favor”!

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É pop, é muito pop…E eu adoro.

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Rio enluarado, da largura de uma milha… Eu te cruzarei triunfante um dia.

Seu velho criador de sonhos, destruidor de corações… Aonde você for, eu sigo o mesmo caminho. Duas folhas soltas ao vento, conhecendo o mundo…E ainda há tanto mundo a conhecer.

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É antiga, muito antiga…Mas eu gosto.

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Olá Rosinha, só quero dizer que eu gosto de você! E eu quero abandonar essa vida e me casar…

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Ele é chato, muito chato. Mas eu gosto.

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EU NÃO SOU IGUAL AOS OUTROS DA MINHA IDADE.

E eu já cansei de tentar dar explicação ou desculpa.

Eu gosto de músicas diferentes, mesmo. Não sei a diferença entre punk, metal e hardcore, pra mim tudo é meio rock. Pra mim os Beatles são algo acima do Rock (a Rita Lee também está meio acima.)

Gente, eu não conheço rock direito, e não tenho muita vontade de ouvir não. Elvys era rock? Eu gosto dele. Beatles também. Eu sei cantar Smells like teen Spirit, eu gosto de Counting Crows, eu decorei uma música do U2 – e não sei diferenciar os estilos, nem sei se é rock. Adoro Legião e Titãs. Curto capital, ouço Nenhum de Nós.

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Eu preciso ser homogênea? Eu preciso ouvir o que meus amigos ouvem? Eu preciso gostar de “música jovem”?

Minha resposta é não.

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Cansei de quem quer me mudar. Cansei. Eu gosto do que eu gosto – e pouco me importa se a música é do tempo da minha mãe.

Agora me dêem licença, que eu tenho muitos cd’s de choro, jazz, bossa, e MPB pra ouvir. E vou dançar tango e bolero na frente do espelho…

E ouvindo isso eu sou MUITO, MUITO FELIZ.

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Soundtrack : Fotografia – Tom Jobim/ Aos filhos de Virgem – Oswaldo Montenegro / You get what you give – New radicals (tradução livre feita por mim)/ Moon River, não lembro os compositores, tradução livre feita por mim./ Rosinha, de Jonas Silva, regravada por João Gilberto.

Eu sou estranha…

segunda-feira, 13 / dezembro / 2004 at 8:54 pm Deixe um comentário


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Aspas da Semana

Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir. Gibran Khalil Gibran